A crise hídrica em Montes Claros

Por Cibele Nunes Alencar, servidora do TRE.

Quem mora em Montes Claros já se acostumou ou tenta se acostumar com o racionamento de água. Entende que a crise vem da estiagem, mas não dimensiona quanto dela se deve ao descaso no trato com os recursos hídricos. Enquanto a população aguenta o infortúnio, uma proposta insólita da Copasa é apresentada e uma denúncia chocante vira notícia na imprensa.

Em audiência pública realizada no dia 05 de julho, a Copasa tentou convencer a população de que a solução para a escassez de água em Montes Claros e região é a retirada de mais água de outro rio! Para tanto, projeta uma obra que custará no mínimo R$135 milhões para captar água do convalescente Rio Pacuí. Estranhamente, a estatal mineira não suscitou como melhor solução a revisão de outorgas junto ao IGAM – Instituto Mineiro de Gestão de Água, e uma política de racionamento também para grandes consumidores, como indústrias e grandes irrigantes.

No dia 15 de julho de 2017, o Gazeta Norte Mineira noticiou a manchete: “MP quer suspender outorga para reflorestadora”. A reflorestadora em questão é a Plantar.

Segundo a reportagem, a empresa tem uma outorga de captação de água do Rio Saracura 15 (quinze!) vezes maior que a outorga que a Copasa tem para abastecer a cidade de Montes Claros.

Nota-se que o problema não é bem São Pedro…

Sugiro que os norte-mineiros se comprometam com a realidade e questionem à empresa Reflorestadora Plantar, ao IGAM, à Superintendência Regional de Meio Ambiente, à Copasa e ao Ministério Público se é possível economizar ainda mais água e revitalizar rios, antes de se começar a pensar em fazer uma obra dispendiosa, temerária, paliativa no primeiro momento, mas bastante comprometedora do recurso hídrico para as gerações futuras.

A fé pública e a crise hídrica de Montes Claros

A água brota pura e formaria um rio caudaloso não fosse uma barragem bem pertinho da nascente. Alguém poderia achar isso muito errado, já que rio foi feito para correr… Mas o costume de tirar flor bonita do pé, mesmo que para morrer feia num vaso, era tão normal… como o de prender passarinho alegre em depressiva gaiola… que barragem na nascente não assustava tanto.

Como nossos hábitos, coisa errada também caberia fácil num documento chamado Outorga de direito de uso ou interferência de recursos hídricos. Acreditamos pela lei e pela burocracia que uma folha de papel tem o poder de mover não só montanhas, mas tudo que existe. Paradoxalmente, por essa capacidade muitos proclamam o Direito como ciência… No mundo das ideias, juristas, juízes, advogados, e chefes bem mandados escrevem como se estivessem esculpindo pedras brutas em formato de diamantes ou transformando pirita em ouro, para provar que realmente o Direito ciência deva ser. Nesse mundo fictício, são formados muitos alquimistas esquizofrênicos… Já no mundo de seres viventes, entre cascalhos, espontaneamente sem um só escrevente vai se provando que Direito significa fé. E sem trabalho todos dessa turma elencados são sacerdotes bem sucedidos… Porque, naturalmente, se acredita que burocracia e leis tendem ao bem coletivo. E naturalmente vamos acreditando… já que nascemos na sociedade em que nossos pais assinaram esse contrato, e antes deles outros tantos, naturalmente nos tornamos também partes cumpridoras de uma lista de deveres e quando merecedores, fruidores de direitos de outra lista. Uns entenderam tão bem o princípio em que a fé anima esse contrato… que se aproveitaram da confiança contratada e conseguiram habilmente curvar a reta. Eram os bem maquiados falsos profetas, ilusionistas especializados em ilusões óticas jurisdicionais, não mais no mundo das ideias, mas no real. São como macacos vigias espertinhos emitindo o aviso de predadores para que outros macacos apenas abandonem suas comidas. Seguem com êxito cativando os homens de fé os falsos profetas desvirtuadores da boa intenção. E tagarelas com vários sinais de alertas se puseram a encher folhas de papéis com o que seria tão bonito quanto uma flor no vaso, um pássaro na gaiola ou um rio represado. O primeiro sinal de alerta foi dado quando pela justificativa de desenvolvimento, empresas podiam aqui se instalar com muitas garantias e nenhuma preocupação com o meio ambiente.

Hoje TV, rádio e internet são a mata que ecoa o sinal de alerta para economizar água. A empresa responsável por encher nossas caixas d’água pediu parcimônia e estabeleceu rodízios de abastecimento. Muitos banhos a conta gotas quando muito. Quando pouco não tomados… Até idas ao banheiro postergadas por falta de água na descarga do vaso sanitário. Por sermos cristãos, não xingamos nem Deus, nem os santos. Por sermos pecadores, achamos ser nós mesmos os culpados. E por sermos pacatos, aceitamos o rodízio.

Os rios há muito tempo eram nossos. Acostumamos a fazer deles o nosso esgoto. Felizes estávamos por domar o ambiente como o Senhor nos havia recomendado e presenteado. Era natural que a natureza nos servisse, interpretamos o Gênese a nosso bel prazer, como os falsos profetas defendem e fazem leis. Era muito natural um papel transformar um rio em esgoto. Era muito natural obedecer a rodízios. Todos têm direito ao meio ambiente. E, como corolário, o direito de domá-lo. Deveria ser natural uma represa na nascente. E o mundo de eucalipto em volta. Todos devem estar cumprindo o combinado.

Depois do trabalho, cansada, esperando e torcendo para o relógio soar meia-noite e chegar a água para eu poder tomar banho, sentei-me à mesa e li a manchete. Parece que o Ministério Público quer suspender um papel que transformou o rio que me banhava em copasa para eucalipto. A água para humanos era a sobra da água dada a eucaliptos. Apenas a sobra… Mas, como poderia ser dada essa outorga? Se não consenti isso no contrato de que fui parte? Lembrei-me que havia visto no Google Maps a nascente, a represa e a floresta de carvão para a indústria. A lembrança se fez espelho e me refletiu como um aborígene do século XV que viu sem enxergar as caravelas chegando ao novo mundo… O novo e o absurdo lhe eram invisíveis… Achou normal a vista. Como a parte que me daria a fruição de direitos agora tira de mim a própria água? Como haveria tão monstruosa madeira sobre as águas se nunca havia visto nada além de água e nuvens no horizonte? Eu era aquele cego aborígene. Tinha olhos e não via… Foi então que ouvi o sinal de aviso de predadores e me pus a correr como a todos. Eu era um primata enganado por outro primata. Li a matéria jornalística à noite, mas durante o dia não houve leitores? Poderíamos juntos ter saído às ruas e cobrado explicações. Em uma grande manifestação de descontentamento como a que Moisés liderou!… Bateríamos mais de uma vez na grande pedra e reclamaríamos água, como o verdadeiro profeta fez no deserto! Precisamos saber se, com o respaldo da própria burocracia! se mata a sede de apenas uma pessoa não humana! com a água que deveria ser dada à gente de carne e osso. Mas, as ruas estavam quietas. Não havia nenhum manifestante informando aos incautos do estranho caso da outorga da Plantar. Todos estavam retos em seus trabalhos esperando e rezando que à noite se pudesse tomar banho…

Fora dito à população que água era só para consumo humano. Que nem se podia molhar o jardim. Acreditou-se que o trato era tanto para pessoa humana, quanto para pessoa jurídica. Mas, um papel dava à pessoa que existe apenas em outro papel! e que não tem sede como nós! o maior direito à água! Legalmente ao papel foi dada nossa água. Todos acreditam na necessidade de economizar. Pois não se chove! Até de carne dever-se-ia fazer jejum, já que boi consome muita água. Comer um bife é uma espécie de banditismo, estar à margem do combinado na sociedade. E o combinado é economizar água. Mas o macaco vigia deu um falso alarme. Em quem confiar? E se o predador for real e não acreditarmos? Olho o mar límpido, água e nuvens, mas quantas caravelas exploradoras estou deixando de enxergar? Sou um primata enganado. Sou também um aborígene cego de olhos sãos. Se ao menos a pessoa jurídica fosse uma reflorestadora que cuidasse da mata ciliar desde a nascente, que cuidasse do rio como um filho cuida dos negócios do pai. Mas na bíblia dessa pessoa não existe a palavra cuidar, a bíblia dela era como a nossa que traduziu assim o Genesis 1-26: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.” Domine… Não cuide. Tais como nós pessoas humanas, são as pessoas não humanas inventadas por nós. Nem seria preciso um falso profeta para dar como certa uma outorga hídrica de construção de barragem e captação de água à beira de uma nascente, simplesmente para irrigar uma floresta de carvão. Com uma captação de água quinze vezes maior que a concedida para duzentas e sessenta mil pessoas humanas! a pessoa não humana reproduz nossa ignorância em dominar a natureza. Duzentos e sessenta mil fiéis de joelhos adorando e servindo a um monte de madeira. Idólatras no deserto…Duzentos e sessenta mil crédulos e confiantes na outorga de direito de uso ou interferência de recursos hídricos. Tantos fiéis ao Direito… Quantos deles fiéis ao bem comum? Coragem diria o bom Deus! O novo e o absurdo existem, apesar de nossas retinas fatigadas. Abramos os olhos da alma.

Fontes:

https://goo.gl/maps/yCAwwzhDhBn

http://www.gazetanortemineira.com.br/noticias/cidade/mp-quer-suspender-outorga-para-reflorestadora

http://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/copasa-planeja-buscar-agua-no-rio-pacui-para-abastecer-montes-claros.ghtml

Anúncios

Sobre a L-asparaginase e o que a Globo nunca irá te contar

Fui marcado numa postagem no grupo A Cura do Cancer com o professor Gilberto, por um participante deste grupo, Paulo Machado, que é tambem um ativo lutador pela liberação da fosfoetanolamina sintética no Brasil.

O tema da postagem dele foi sobre uma “reportagem” do Fantástico que tratava sobre a compra do medicamento L-asparaginase de um fornecedor da China.

Como costumo sempre alertar, a Globo é uma vitrine de exposições e panfletagem. Expõem ali quem puder pagar mais. E esta vitrine publicitária nunca está voltada para os reais interesses do povo e sim voltada para os interesses comerciais apenas.

Informe publicitario da Globo em 14/01/2017 envolvendo a L-asparaginase

E esta foi a minha resposta ao companheiro do grupo e que depois de algumas horas recebi uma contra-resposta por parte dele:

Pois bem, liguei o meu alerta vermelho e parti para as minhas pesquisas. E encontrei algumas coisas bem interessantes.

O que a Globo nao mostrou é que o produto (L-asparaginase) havia sido descontinuado pelo fabricante da marca Elspar (Merck Sharp & Dome – MSD) e que era importado pela empresa argentina Bagó, cujo Diretor Presidente no Brasil é o equatoriano Fernando Loaiza e o Diretor comercial Carlos Carvalho. O Elspar passou a ser então fabricado pelo laboratório OSO Biopharmaceutical e a importação para o Brasil continuou sendo feita pela empresa Bagó.

Suspensão do fornecimento

Em 2012 houve a suspensão do fornecimento do medicamento Elspar fornecido pela OSO, pondo em risco a saúde de várias crianças do mundo inteiro, inclusive do Brasil. Além dos pacientes adultos.

Novamente a Bagó entra em ação

Para não interromper a continuidade do tratamento dos pacientes diagnosticados com linfoma linfoblástico ou com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), foi adquirido para um período de 2 anos (2013-2014), ainda que sem registro na Anvisa, a L-asparaginase da marca Aginasa, produzida pela Medac da Alemanha.

E advinhem qual era a empresa representante desta marca no Brasil? Claro, a Bagó. A aquisição feita com esta empresa em outubro de 2014 garantiu o fornecimento do medicamento até janeiro de 2017.

2016 foi onde a Bagó caiu do cavalo

Em abril de 2016 iniciou um Processo Eletrônico de Compra (PEC) para aquisição da L-asparaginase e veja o que sucedeu:

Todo o texto pode ser lido aqui e se trata de uma nota informativa envolvendo a compra da L-asparaginase.

Se a Globo fosse uma empresa jornalística de verdade e não apenas uma vitrine publicitária, teria informado aos seus telespectadores sobre a verdade dos fatos. Mas para a Globo o que menos importa é a verdade ou a saúde do povo brasileiro e sim os seus interesses comerciais.

Foi noticiado que a Fiocruz passaria a produzir a L-asparaginase a partir de 2015, mas o que será que deu errado? Será que o preço baixo não compensou a fabricação própria? E o dinheiro gasto na parceria público-privada, vai voltar aos cofres públicos?

Segundo o que foi noticiado no site Ucho.info em 18/01/2017 tudo indica que fomos lesados, vejamos:

O problema em relação à L-asparaginase está no baixo valor de comercialização do medicamento e a pequena demanda. Mesmo assim, o medicamento é essencial para milhares de crianças brasileiras que sofrem de Leucemia Linfoblástica Aguda. Segundo a médica Carmem Vergueiro, presidente da Associação da Medula Óssea no Estado de São Paulo, “o medicamento tornou-se barato e, com demanda restrita, imaginamos, não lucrativo para a produção industrial”.

A importação é, hoje, a única solução imediata para o problema. “A perspectiva é sombria: não temos droga similar no mercado nacional. Segundo informações informais da indústria farmacêutica, a produção do medicamento no país levaria em torno de dois anos”, completou a médica.

Ministério da Saúde esclarece sobre troca de laboratório de remédio para Leucemia

A pergunta que muitos devem estar fazendo agora é se a China tem competência para desenvolver pesquisas sobre L-asparaginase

O que pouca gente sabe, e a Globo não tem o interesse comercial de mostrar a verdade aos seus telespectadores, é que quase todos os estudos sobre a L-asparaginase têm pesquisadores chineses envolvidos nas pesquisas. Portanto os chineses são autoridades neste assunto. Conforme se pode ver nas imagens abaixo:

Bibliografia:

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/04/farmaceutica-levanta-novas-duvidas-sobre-remedio-para-cancer-infantil.html

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/informe-publicitario-tempo-de-saude/platb/

https://online.epocrates.com/drugs/479806/Elspar/Manufacturer-Pricing

https://www.smerp.com.br/anvisa/?ac=prodSimilar&anvisaId=106460127

http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/pdfs-das-noticias/Recomendacao%20ANVISA.pdf

http://www.sincofarmamg.org.br/noticias/situacao-do-medicamento-elspar,-produzido-pela-bago-farmaceutica

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/marco/07/Nota%20Informativa%20Conjunta%2001-2017%20DAF-DAET.pdf

http://ucho.info/escandalo-envolvendo-a-compra-de-medicamento-contra-um-tipo-de-cancer-deve-chacoalhar-o-governo

http://u.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/27916-ministerio-da-saude-esclarece-sobre-troca-de-laboratorio-de-remedio-para-leucemia

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/hon.765/full

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3734195/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22185211

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3957617/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25738356

A carne não é fraca, o desejo por mais lucro é que é forte


Não é que a nossa carne seja fraca é o apetite pelo lucro que é demasiadamente forte. Todo capitalista é essencialmente um egoísta, pois o desejo desenfreado pelo lucro faz com que ele sempre passe por cima das dignidades humanas, inclusive que despreze a vida dos outros seres, plantas, animais e própria a vida humana.

O episódio “recente” envolvendo os frigoríficos brasileiros é uma prática comum e recorrente dentro do sistema capitalista. E que para muitos revelou-se como uma guerra de mercados. Como podemos ver nesta matéria, a JBS vinha subindo na bolsa de valores e isso com certeza passou a incomodar outros produtores de carne. E um boicote aos produtos nacionais é tudo o que querem as indústrias estrangeiras.

Outra pessoa que fez o alerta foi Leonardo Stoppa, com este vídeo aqui. E devemos ficar atentos pois o interesse dos capitalistas estrangeiros é comprar carne in natura para depois vender como sendo a sua carne industrializada.

E para finalizar este texto gostaria de chamar a atenção dos leitores para algo muito comum em alguns países da europoa e que eu imagino que seja comum também nos Estados Unidos. Aqui quando um brasileiro vai fazer o seu churrasco de fim de semana, ele costuma ir, na maioria das vezes, em açougues brasileiros, mas ele faz isso não é porque a carne brasileira seja mais barata, na verdade pagamos mais caro pela nossa carne, mas preferimos açougues brasileiros porque o sabor da carne é melhor, além de que o nosso corte é diferenciado.

Por isso, não pensem vocês que uma carne industrializada estrangeira seja melhor que uma carne industrializada brasileira. Afinal de contas, as leis do capitalismos valem para todos os países que adotam este sistema. O lucro exagerado deste sistema é o que mata, o veneno e o papelão são apenas meras consequências.

A população carente, com a ajuda do prefeito João Doria, vão aumentar o lucro das farmacêuticas

joao-doria-farmaceuticas
Muito se tem falado sobre as “doações” que as farmacêuticas darão para o prefeito João Doria (PSDB-SP). Inclusive essa publicidade saiu exaustivamente nas mídias globo, estadão e foi-se espalhando por outras. E lembre-se: se foi propagandeado na globo, é porque deve ser muito mal para o Brasil. Ou se preferir no linguajar mais antigo: quando a esmola é demais, até o santo desconfia.

Peneirando um pouco essa areia encontramos o ouro de tolo

Assim começa a publicidade na nossa grande (e imunda) mídia:

farmaceuticas-doria-01

Até aqui tudo bem, parece um grande gesto de altruísmo das farmacêuticas, não é mesmo? Empresas privadas ajudando um governo privatizador. Mas vamos ver até onde vai o gesto “altruísta” destas empresas.

farmaceuticas-doria-02

Esperem lá um momento, com menos de um ano de vencimento as farmacêuticas não podem vender estes medicamentos e eles precisam ser incinerados. Não podem ir para o mercado e elas, portanto, não podem lucrar com isso. Só que a rede pública aceita medicamentos com prazo de até seis meses de validade.

Ou seja, um medicamento que tem um prazo de validade de 11 meses e 29 dias (inferior a um ano) e que teria que ser incinerado de qualquer jeito (não podendo ir pro lixo), vai ser “doado”, o que parece algo muito bom. Mas não vai ser doado nem pra mim e nem pra você, que precisa do medicamento. Por um motivo bastante óbvio: Doações pagam ICMS.

Na publicidade diz que vai ser doado para o novo garoto propaganda do PSDB, João Doria. Mas as empresas vão doar assim simplesmente? Claro que não, as empresas não são bobas e na hora de faturar, de obter algum lucro, elas sabem em quem investir e com quem negociar. Vejam:

farmaceuticas-doria-03

Percebem agora a artimanha tramada envolvendo o governador Geraldo Alckmin (também do PSDB)?

As empresas não estão doando nada, elas estão ganhando 18% sobre aquilo que seria incinerado. Na realidade, estão vendendo algo que iria para o “lixo”.

Mas os truques da propaganda não terminam por aqui não.

farmaceuticas-doria-04

Olhe bem para esta sopa feita no caldeirão do diabo. Estas farmacêuticas além de conseguirem aumentar seus lucros com a venda de produtos destinados para a incineração, agora vão poder vender seus produtos pelo preço que elas quiserem, pois foi feito um acordo entre o novo garoto propaganda do PSDB, o governador do PSDB e as farmacêuticas.

E a explicação dada foi esta:

farmaceuticas-doria-05

Agora o que é mais preocupante é esta outra notícia:

farmaceuticas-doria-06

E para entender a minha preocupação recomendo a leitura deste texto publicado no site Nova Cultura e que extraio o último capítulo:

farmaceuticas-doria-07

Porque a fosfoetanolamina do Dr. Gilberto não deve ser vendida

quarteto da fosfo

Crédito para a imagem: Conexão Jornalismo

Primeiro porque o próprio idealizador/sintetizador da fosfoetanolamina no Brasil, Gilberto Chierice, afirma que, seguindo seus princípios (e não há nada mais gratificante que ver pessoas de princípios morais elevados como os dele), a fosfoetanolamina deve ser gratuita, fornecida pelo governo. Esta informação pode ser coletada em vários de seus vídeos, ou em seu último vídeo até o momento, onde ele presta depoimento à polícia federal, que intentam incriminá-lo com envolvimentos na Lava-Jato.

Agora existe uma série de outras razões que passo a descrever aqui e que todos deveriam prestar bastante atenção

A fosfoetanolamina brasileira foi desenvolvida com dinheiro público

Mas o que isso significa? Significa que nós, como uma sociedade, pagamos através de nossos impostos para que investimentos fossem feitos nas áreas de pesquisa e saúde e que todo o resultado fosse destinado para o povo, que foi o investidor de tais projetos. Vejam bem, o povo foi quem pagou, quem financiou para que toda a linha de pesquisa e testes pudessem ter sido levados a cabo.

Saiba como importar a fosfoetanolamina sem pagar os altos juros dos bancos e sem pagar IOF

Os sabotadores e sequestradores da fosfoetanolamina

Significado de SequestrarO povo começa a despertar, a duras penas e a muito custo, para o fato de que a grande mídia só serve aos interesses de grandes empresas e grandes indústrias que injetam muito dinheiro nestas mídias para conduzir o povo a cair nas suas armadilhas (não encontrei outro nome melhor). São estas grandes empresas e grandes indústrias que também financiam as campanhas políticas de todos os candidatos.

Então é natural entender que vai ser destes órgãos, mídia e política, onde ocorrerá as maiores sabotagens contra a fosfoetanolamina. Agora, os sequestradores da fosfoetanolamina, estes surgem de todos os lados, inclusive de onde menos se espera. Se um político é financiado por uma empresa de comércio, é natural que resulte daí apenas transações comerciais de tudo quanto é espécie. O mesmo podemos dizer das grandes mídias, tudo o que aparece na grande mídia, é panfletagem para algum grupo que paga caro ou como costumo dizer, a grande mídia é uma espécie de vitrine onde se tenta vender algum produto ou serviço.

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, supostamente é um trabalhador do povo. Ele foi escolhido pelo povo para administrar serviços que devem ser executados em prol do povo. Portanto, Geraldo Alckmin é um funcionário público, pago com o dinheiro do povo. Agora o que não se pode esperar e jamais admitir é que um funcionário do povo, sequestre os interesses deste povo para favorecer ou beneficiar entidades privadas ou a ele próprio, sua família e seus amigos.

Geraldo Alckmin, o maior sequestrador da fosfoetanolamina brasileira

A fosfoetanolamina sintetizada pelo Dr. Gilberto Chierice e sua equipe é um bem público e não um bem privado. Não foi, em solo nacional, uma empresa privada que pagou e financiou os estudos, testes e todos os outros trabalhos que culminaram para o desenvolvimento da fosfoetanolamina, quer sejam as pesquisas do Dr. Gilberto, quer sejam de outro pesquisador. Tudo ocorreu dentro das Instituições Públicas!

Mas o que faz Geraldo Alckmin? Ele sequestra um bem público e enclausura dentro de um laboratório privado. E com qual finalidade? A de obter lucro em cima de algo que, por lei, deve ser devolvido ao povo que pagou pelas pesquisas e pelo desenvolvimento da fosfoetanolamina no Brasil. Portanto, tirar a fosfoetanolamina do povo e colocá-la dentro de um laboratório privado, é sequestro, é crime.

E o que é ainda pior, querem comercializar, vender para o povo, uma cápsula cujo o encapsulamento vai ocorrer dentro de uma instituição do próprio povo, mantida com o dinheiro do povo, que é a FURP – Fundação para o Remédio Popular. Ou seja, querem fazer com que o povo pague R$ 6,00 por cada cápsula, sendo que o povo já pagou para desenvolver toda a tecnologia e infraestrutura, já pagou por toda a pesquisa e que já sabe perfeitamente que é um composto muito eficaz e que tem um custo baixíssimo de apenas R$ 0,10 cada cápsula.

O problema é grande, é grave e é muito sério. A desinformação, a manipulação da informação correta, o que por vezes acaba transformando-a em informação falsa ou em contra-informação e a falta de leitura do nosso povo, que acaba favorecendo a manipulação, a tudo isso eu chamo de midiotização. Então não é raro ver entre muitos dos defensores da fosfoetanolamina, frases do tipo:

“Eu até concordo que a fosfoetanolamina deve ser vendida, mas R$ 6,00 é um absurdo”

Esperem lá pessoal, vendida para quem? Só se for para outros países. Como pode o povo brasileiro pagar para desenvolver a fosfoetanolamina e depois querer vender para ele mesmo? Apenas a título de exemplo, deixem-me colocar um caso aqui: você dá um dinheiro a uma pessoa (Alckmin por exemplo) para ele ir na feira comprar manga para você. Quando ele chega na sua casa com a manga, ele inventa a mais estapafúrdia das histórias para tentar te revender a sua manga por um preço cem vezes mais caro. Você pagaria? Absurdo para mim é uma fala destas que andei vendo em grupos que defendem a fosfoetanolamina.

A limitação da internet no Brasil é mais um golpe contra o povo brasileiro

Desde 2008, quando iniciava meus escritos em blogs, fiz uma comparação entre a internet da Inglaterra com a do Brasil. Em 2010 voltei a escrever sobre a possibilidade de termos a internet GVT em Montes Claros, minha cidade natal. Inclusive fizemos uma petição online para que isso pudesse ocorrer.

Passados alguns anos, dentro deste sistema capitalista devorador, a GVT deixou de ser GVT, passou a pertencer à outras empresas e hoje pertence à Vivo. Resumindo: capital estrangeiro, sugando o dinheiro do povo brasileiro e oferecendo um serviço de péssima qualidade. E o povo pagando o pato, aqui e acolá para ver o que é que há. E o que há é redução do limite da internet, mas nunca dos preços.

Para entender um pouco sobre estes limites que querem impôr, vou deixar a explicação de Felipe Castanhari, que mandou bem no vídeo. E logo em seguida faço uma pequena comparacção com os preço da Inglaterra.

.
Pois bem, esta é a internet que uso atualmente:

Como podem perceber, não existe limite para download para este contrato. Na verdade a maioria dos contratos aqui são assim, sem limites para download.

E uma pessoa que ganha um salário mínimo de 1.200 consegue pagar 35 por uma internet de 100 Mbps, mas há muitas outras alternativas mais baratas, de 17, 34 e 52Mbps e várias são as concorrentes.

O teste que fiz hoje num dia de domingo

Se em 2010 eu quis a GVT mas só que agora ela pertence à Vivo. Então não vou querer mais a GVT nem morto.

A quem interessa a aprovação do projeto de lei sobre a fosfoetanolamina sintética?

Em um outro artigo sobre o projeto do deputado Jair Bolsonaro, escrevi que o projeto dele poderia não ser bom para os que lutam pela fosfoetanolamina sintética. E agora as minhas suspeitas vão se confirmando que de fato não é nada bom.

Este artigo não é um ataque direto nem indireto ao deputado, porque este novo projeto aprovado pela câmera dos deputados e que é bem diferente do projeto original, não é só assinado pelo deputado Jair Bolsonaro, mas sim por outros 25 deputados. Poderíamos pegar qualquer um dos outros deputados para compor este artigo, que ele não seria prejudicado em nada. Apenas resolvemos manter o nome do deputado Jair Bolsonaro por ele ser o que mais vem aparecendo nas mídias, os holofotes estão apontando para ele. Só por isso.

Mas por que o projeto aprovado não é bom para os pacientes com câncer e que lutam pela liberação da fosfoetanolamina?

Reparem nesta parte do PL 4639/2016 que foi aprovado na câmera dos deputados:

Este trecho diz que o projeto original e também os outros projetos que estavam sendo vinculados ao original, que eram os projetos dos deputados Jair Bolsonaro (PL4510) e Celso Russomanno (PL4558), ficaram prejudicados, foram arquivados, passaram a não ter utilidade alguma.

Mas destaca outra coisa. Que é o destaque nº1 do projeto original do deputado Welliton Prado, que diz:

Reparem na parte que destacamos em vermelho e que fazia parte do projeto original, mas que o deputado Jair Bolsonaro e companhia fizeram questão de retirar. Se o projeto original determinava que a União garantisse o fornecimento e a distribuição da fosfoetanolamina, agora que foi retirada esta parte, resta fazermos a seguinte pergunta:

Quem vai garantir então a fabricação, o fornecimento e a distribuição da fosfoetanolamina sintética?

Mas calma, não desesperem agora, porque há mais motivos para se desesperar com o projeto do Jair Bolsonaro e Cia aprovado na câmera dos deputados.

Parece um pouco confuso, não? Mas para entendermos esta parte precisamos saber o que dizia o tal art. 4º do Projeto de Lei 3.454/15. Vejam senhores e senhoras o que este artigo do projeto original dizia:

Já sabemos que a fabricação, o fornecimento e a distribuição da fosfoetanolamina sintética, não vai ser feito pela União.

Agora sabemos que este 4º artigo do projeto original foi prejudicado e que a produção e entrega, que antes seria de forma gratuita e por intermédio do SUS, não vai mais ser grátis.

Hummm…

Então quer dizer que a fosfoetanolamina sintética vai poder ser fabricada por laboratórios particulares e os laboratórios vão poder repassar todos os custos da pesquisa, da fabricação, da logística de distribuição, os custos de armazenamento, os custos de transporte e ainda por cima ganhar algum lucro para compensar todos os esforços empregados nesta “luta”?

Claro que vão poder! O que não vai poder é a fosfoetanolamina continuar a ser grátis como era antes.

O próprio projeto do deputado Jair Bolsonaro já indicava isso:

Resumo

Alguns comentaristas vieram comentar no meu outro post, indicando que eu poderia estar errado sobre a aprovação do projeto original, já que o projeto do Jair Bolsonaro foi aprovado com urgência. Outro chegou a dizer que o que importava é que o projeto foi aprovado e não importando muito o projeto original.

Pois eu digo, do jeito que este projeto foi encaminhado para o senado, eles vão tratar de aprová-lo bem rapidinho.

Há que se perguntar: a quem interessa a aprovação deste projeto de lei? Com certeza não interessa aos pacientes com câncer e que veem na fosfoetanolamina sintética a única esperança.

A fosfoetanolamina sintética é um tiro no coração da indústria farmacêutica. Ou seria no Bolso?

A fosfoetanolamina sintética desenvolvida no Brasil tem um altíssimo grau de pureza e uma eficácia comprovada, pelos químicos e médicos que a desenvolveram e testaram, que fica na ordem de 98-99%. Somado a isso, os nossos pesquisadores conseguiram sintetizá-la a um custo irrisório, para a sua fabricação. E é aqui onde mora o perigo para a indústria farmacêutica, que não tem por objetivo tratar ou até mesmo curar os pacientes com câncer. Mas sim mantê-los escravos dos seus “tratamentos” que mais causam danos do que benefícios.

Não bastasse os tratamentos quimioterápicos e radioterápicos serem altamente caros e de baixíssima eficácia, eles causam muitas dores nos pacientes e têm vários efeitos colaterais, fazendo com estes pacientes acabem por tomar uma quantidade enorme de outros medicamentos para combater estas dores e efeitos indesejáveis. Intoxicando o organismo ou até mesmo fazendo surgir novos tumores em outras partes do corpo.

Câncer e Hepatite C – algumas semelhanças

Em abril de 2013, a companhia farmacêutica Gilead Sciences Inc. entrou com um pedido de fabricação de uma nova droga para a cura da Hepatite C. E num processo incrivelmente rápido, a FDA – Food and Drug Administration (a ANVISA americana) acabou aprovando o medicamento Sovaldi, da Gilead, em dezembro do mesmo ano.

O índice de eficácia deste medicamento, quando combinado com um inibidor NS5A (a grosso modo seria como a combinação de fosfoetanolamina mais uma “gordura do bem”), ficava na casa entre os 94% e 97%. Um índice muito superior e mais seguro que qualquer outro tratamento para Hepatite C.

Os tratamentos convencionais para Hepatite C duram em média de 6 a 12 meses, com um mínimo sucesso de êxito, além de vários efeitos colaterais tais como anemia, depressão, diarreia, fadiga, etc.

Já o medicamento Sovaldi cura num curto espaço de tempo (em torno de 12 semanas) e praticamente sem os efeitos colaterais mencionados e já conhecidos dos tratamentos convencionais.

Percebem novamente as semelhanças com a fofoetanolamina? E as semelhanças não acabam por aqui, ainda tem mais.

Mas quanto custaria este novo tratamento nos Estados Unidos? Algo em torno de $ 94.000 (noventa e quatro mil dólares). Por um tratamento de 12 semanas. O que representa algo em torno de $ 1.000 dólares por cada comprimido deste medicamento.

Só que este medicamento não foi inventado pela companhia Gilead. E na Índia, onde eles não aceitam o monopólio da indústria farmacêutica, este mesmo medicamento chega a custar $ 4 dólares cada comprimido e o tratamento de 12 semanas fica em torno de $ 336 dólares. Este mesmo tratamento custa £ 39.000 no Reino Unido, € 48.000 na França, € 41.000 na Alemanha e $ 1.200 no Egito.

Assim como acontece com a fosfoetanolamina sintética para se conseguir o tratamento da Hepatite C com o medicamento Sovaldi, o paciente tem que entrar na justiça.

Tenho sempre afirmado que num mundo capitalista com este nível a que chegamos o lucro vai ser sempre mais importante que a dignidade e a vida humana.

Bibliografia:

alternet.org/economy/pill-cures-hepatitis-costs-just-4-if-you-live-america-its-1000
esofosbuvir.com/harvoni-cost-in-usa-canada-europe-egypt-india/
istoe.com.br/reportagens/357467_O+PRECO+DA+CURA+DA+HEPATITE+C

Médico oncologista que vai estudar o composto fosfoetanolamina é contra o investimento destinado para a pesquisa

Médico oncologista que vai estudar o composto fosfoetanolamina é contra o investimento destinado para a pesquisa

Recentemente o oncologista Carlos Gil Moreira Ferreira deu uma entrevista para a revista Época, que é da Globo. Iremos analisar esta entrevista e dar o nosso parecer sobre o que pensamos de tudo isso.

Veja o que temos logo no cabeçalho da matéria:

Por que será que um cientista, que coordena uma entidade que vai estudar um composto que possivelmente cura o câncer, diz que não investiria nem R$ 100 mil nesta pesquisa?

O que há por detrás de tudo isso? Ele como médico oncologista deveria ser o primeiro a estar animado com tal pesquisa, afinal de contas quantos e quantos de seus pacientes não acabaram morrendo em suas mãos, por causa desta doença terrível?

Diz ainda este oncologista que “o investimento de R$ 10 milhões do governo é resultado de pressão política, e não científica”.

Como pode um oncologista dizer uma coisa desta? Por acaso não sabe ele que os investimentos em pesquisas são muito caros? Normalmente na ordem de R$ 100 milhões? Então como é que ele quer que esta pesquisa saia adiante, se pelo seu gosto não seria investidos nem R$ 100 mil?

Outra pergunta: onde será que anda a sua imparcialidade?

Temos também um ponto importante: se o governo federal de Dilma Rousseff decidiu investir nas pesquisas, então quer dizer que é pressão política? Como sabemos, até hoje não houve interesse de nenhuma indústria farmacêutica (Big Pharma) em continuar com os testes clínicos. Ainda bem que este governo decidiu fazer isso, ainda que tardiamente.

Nesta reportagem da Globo temos o seguinte: “Não há qualquer comprovação científica, já que as pesquisas nunca passaram de alguns poucos estudos de fase muito iniciais.”

O que é uma inverdade. As fases pré-clínicas foram realizadas e os testes foram satisfatórios tanto em células quanto em animais.

Acho que a fosfoetanolamina não passará da fase pré-clínica”, diz o oncologista.

Já eu ACHO que o ACHISMO dele não vale de muita coisa. Um cientista não tem que achar nada, não tem que ter ideias já pré-formuladas sobre um assunto que ele desconhece.

Coordenei um programa do Ministério da saúde que se chama Rede FAC (Desenvolvimento e Inovação de Fármacos Anti Câncer). Era uma portaria ministerial de 2011 e o objetivo era identificar na academia brasileira potenciais moléculas que pudessem virar, um dia, um produto anticâncer. Investigamos vários desses produtos no Brasil e um deles foi a fosfoetanolamina.”

E onde estõo os resultados destas investigações? O que os resultados dizem sobre o composto fostoetanolamina? Porque a reportagem da Globo não solicitou tais documentos a fim de comprovar a veracidade do que está sendo dito?

Meu sonho como pesquisador é ajudar a desenvolver um medicamento anticâncer no Brasil, mas acho pouco provável que a gente consiga isso a partir da fosfoetanolamina.”

Mas por que o senhor acha pouco provável? O que o senhor teria a oferecer contra a fosfoetanolamina se ela nunca foi testada na fase clínica ainda? Achar pouco provável é o mesmo que achar muito provável, o senhor não acha isso também?

Penso que nunca devemos esquecer de um grande conselho do finado Brizola

Bibliografia
http://nfde.tk/828s

http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/mcti-anuncia-plano-de-trabalho-para-as-pesquisas-sobre-a-fosfoetanolamina

http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3773/-1/ensaios-clinicos-o-processo-de-aprovacao-e-regulamentacao-dos-medicamentos.html

O que poderemos aprender e prever com o caso Fosfoetanolamina

Fosfoetanolamina - David contra Golias - Brasil contra Big Pharma

Neste meu terceiro artigo sobre o composto Fosfo, gostaria de abordar algumas lições que poderemos extrair sobre este caso e que acabou saindo nas mídias (teles e sociais). Nos dois primeiros artigos (1 e 2) procurei desconstruir alguns raciocínios, equivocados a meu ver, de alguns que se auto-intitulam defensores da ciência.

Não é de hoje que a cura do câncer vem sendo proclamada em várias partes do planeta. Em 1922 a cura do câncer foi proclamada por René Caisse, cuja parte da sua história transcrevo a seguir. Os que tiverem interesse em saber mais sobre este caso poderá consultar os links que deixarei no final deste artigo.

René Caisse foi uma enfermeira canadense que por um período de quase sessenta anos tratou centenas de pessoas com um remédio de ervas a que chamou Essiac (seu apelido, ao contrário). No hospital em que trabalhava, descobriu este medicamento através de uma paciente que tinha sido curada de câncer.”

A paciente tinha utilizado um remédio de ervas que lhe tinha oferecido um fitólogo da tribo ojibway.”

René abandonou o hospital em 1922, com 33 anos e foi para Bracebridge, em Ontário, Canadá, onde começou a administrar o Essiac a todo aquele que a procurasse. A maioria dos pacientes que tratou traziam como referência cartas em que seus médicos certificavam que padeciam de alguma forma de câncer incurável ou terminal, e que tinham sido desenganados pela medicina.”

Como já disse num dos meus artigos anteriores, a pessoa depois que é desenganada pelos médicos, passa a procurar opções alternativas de tratamento. Estes relatos são bem parecidos com os relatos de quem vem experimentando o composto Fosfo.

Agora vejam que curioso:

René tinha em seu poder muitos documentos relativos ao Essiac… Todos os documentos que René tinha, foram destruídos pelo Ministério Canadense de Saúde e Bem-estar, quando ela morreu em 1978.”

A justificativa para tal absurdo, encontramos no depoimento do Dr. Gary Glum:

Porque não querem que estas informações cheguem às mãos do público, da imprensa ou de nenhuma outra pessoa. Eles já tinham descoberto o que era o Essiac em 1937. As reuniões da Real Comissão do Câncer tinham chegado às mesmas conclusões que René – que o Essiac era uma cura para o Câncer.”

Conseguem perceber as similaridades entre o Essiac e o Fosfoetanolamina? O controle da informação, por exemplo, difundir falsas afirmações é uma forma de fazer com que as verdadeiras afirmações nunca cheguem ao público. E o caso do sr. Carlos Kennedy Witthoeft que passou 17 dias preso? Quanto medo não está sendo gerado na população?

Quando perguntado exatamente o que era o Essiac o Dr. Gary Glum nos diz:

Essiac é uma cura de ervas para o câncer, não tóxica, que tem estado conosco desde 1922. é uma fórmula feita com quatro ervas muito comuns.”

Aqui as semelhanças não são meras coincidências. Vejamos: não tóxica, já tinham o conhecimento da cura há alguns anos e é uma fórmula muito simples. Tudo isso muito parecido com o Fosfo.

Agora estas outras declarações do Dr. Gary Glum são ainda mais reveladoras:

Ocultou-se a informação porque o câncer é o segundo negócio mais produtivo do mundo, depois da petroquímica. O dinheiro e o poder calaram a verdade.”

Ninguém nunca pretendeu curar o câncer – somente controlá-lo. Os institutos de Investigação, as companhias farmacêuticas, todos os que manifestaram interesse no câncer, incluindo a Sociedade Americana de Câncer, a Sociedade Canadense de Câncer, todos os autoproclamados benfeitores daqueles que contraíram a doença – todas estas instituições estão envolvidas no uso do dinheiro e poder que rodeiam o câncer.”

Percebem como a história se repete?

No caso brasileiro, felizmente não tivemos as fórmulas queimadas, uma porque o Dr. Gilberto Chierice, considerado o pai da Fosfoetanolamina Sintética, ainda continua vivo e também compartilhou o conhecimento e a fórmula com outros, inclusive com o médico Renato Meneguelo. Mas bastou que Chierice se aposentasse, para que a USP, local onde ele trabalhava e que era fabricado as cápsulas, parasse com a fabricação do composto.

Pelo que tudo indica, os testes clínicos, até mesmo em pessoas, existem ou existiam, porque eles simplesmente sumiram dos arquivos do Hospital Amaral Carvalho, na cidade de Jaú.

Como se pode ver, hospitais estão se negando a fazer os testes. E os que fizeram, agora dizem não terem feito teste algum.

A história está tão mal contada, pelos hospitais, que começa a levantar suspeitas até mesmo contra a própria ANVISA e FIOCRUZ, uma das instituições mais renomadas do país. Até o Sírio Libanês receitava o Fosfo para seus pacientes com câncer.

A ata da reunião do Dr. Chierice na ANVISA pode ser vista aqui.

O que pouca gente sabe é que no Brasil já temos drogas sendo vendidas com o composto fosfoetanolamina. O nome genérico deste composto é Liposomal Doxorubicin (também conhecido como Caelyx, Myocet ou Doxil). No Brasil é vendido com o nome de Caelyx e tem aprovação da ANVISA.

Nos Estados Unidos é vendido com o nome de Doxil. E sabem por quanto este medicamento é vendido por lá? Pois bem, em outubro de 2010, há cinco anos, uma paciente americana fez o relato de que o hospital, em que ela foi tratada, estaria cobrando US$ 38.800 (mais de trinta e oito mil dólares) por uma única injeção deste medicamento, de sua seguradora. Sua companhia de seguro pagou no ano de 2009, e atenção: sem nenhuma cirurgia, o valor de US$ 330.000 pelo seu tratamento.

Estou na dúvida se o Brasil irá conseguir distribuir gratuitamente este composto para a sua população. Esta é uma briga de gigantes e o Brasil é o pequeno David no meio de tantos Golias.

Hajam pedras para o fundíbulo.

 

Bibliografia

Essiac: http://sistemas1.esalq.usp.br/pm/forum_plantas/ShowMessage.asp?ID=625

Reportagem da Rede Record: http://www.youtube.com/watch?v=lSUuhAdihZc

A ata da reunião do Dr. Chierice na ANVISA: http://api.ning.com/files/I4Lv7uhzCAGMUPTxW2kLsdG8ACET5abfapfKFhg34OG1lfkSf*6m50AFLn-Vu4EsH-eUUBo9THAyEPyH1IPbJP3cJgiumV9w/RespostaaoESIC25820002816201530.pdf

http://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/cancers-in-general/treatment/cancer-drugs/liposomal-doxorubicin

http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=3628732013&pIdAnexo=1603114

https://csn.cancer.org/node/204376