Sobre a L-asparaginase e o que a Globo nunca irá te contar

Fui marcado numa postagem no grupo A Cura do Cancer com o professor Gilberto, por um participante deste grupo, Paulo Machado, que é tambem um ativo lutador pela liberação da fosfoetanolamina sintética no Brasil.

O tema da postagem dele foi sobre uma “reportagem” do Fantástico que tratava sobre a compra do medicamento L-asparaginase de um fornecedor da China.

Como costumo sempre alertar, a Globo é uma vitrine de exposições e panfletagem. Expõem ali quem puder pagar mais. E esta vitrine publicitária nunca está voltada para os reais interesses do povo e sim voltada para os interesses comerciais apenas.

Informe publicitario da Globo em 14/01/2017 envolvendo a L-asparaginase

E esta foi a minha resposta ao companheiro do grupo e que depois de algumas horas recebi uma contra-resposta por parte dele:

Pois bem, liguei o meu alerta vermelho e parti para as minhas pesquisas. E encontrei algumas coisas bem interessantes.

O que a Globo nao mostrou é que o produto (L-asparaginase) havia sido descontinuado pelo fabricante da marca Elspar (Merck Sharp & Dome – MSD) e que era importado pela empresa argentina Bagó, cujo Diretor Presidente no Brasil é o equatoriano Fernando Loaiza e o Diretor comercial Carlos Carvalho. O Elspar passou a ser então fabricado pelo laboratório OSO Biopharmaceutical e a importação para o Brasil continuou sendo feita pela empresa Bagó.

Suspensão do fornecimento

Em 2012 houve a suspensão do fornecimento do medicamento Elspar fornecido pela OSO, pondo em risco a saúde de várias crianças do mundo inteiro, inclusive do Brasil. Além dos pacientes adultos.

Novamente a Bagó entra em ação

Para não interromper a continuidade do tratamento dos pacientes diagnosticados com linfoma linfoblástico ou com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), foi adquirido para um período de 2 anos (2013-2014), ainda que sem registro na Anvisa, a L-asparaginase da marca Aginasa, produzida pela Medac da Alemanha.

E advinhem qual era a empresa representante desta marca no Brasil? Claro, a Bagó. A aquisição feita com esta empresa em outubro de 2014 garantiu o fornecimento do medicamento até janeiro de 2017.

2016 foi onde a Bagó caiu do cavalo

Em abril de 2016 iniciou um Processo Eletrônico de Compra (PEC) para aquisição da L-asparaginase e veja o que sucedeu:

Todo o texto pode ser lido aqui e se trata de uma nota informativa envolvendo a compra da L-asparaginase.

Se a Globo fosse uma empresa jornalística de verdade e não apenas uma vitrine publicitária, teria informado aos seus telespectadores sobre a verdade dos fatos. Mas para a Globo o que menos importa é a verdade ou a saúde do povo brasileiro e sim os seus interesses comerciais.

Foi noticiado que a Fiocruz passaria a produzir a L-asparaginase a partir de 2015, mas o que será que deu errado? Será que o preço baixo não compensou a fabricação própria? E o dinheiro gasto na parceria público-privada, vai voltar aos cofres públicos?

Segundo o que foi noticiado no site Ucho.info em 18/01/2017 tudo indica que fomos lesados, vejamos:

O problema em relação à L-asparaginase está no baixo valor de comercialização do medicamento e a pequena demanda. Mesmo assim, o medicamento é essencial para milhares de crianças brasileiras que sofrem de Leucemia Linfoblástica Aguda. Segundo a médica Carmem Vergueiro, presidente da Associação da Medula Óssea no Estado de São Paulo, “o medicamento tornou-se barato e, com demanda restrita, imaginamos, não lucrativo para a produção industrial”.

A importação é, hoje, a única solução imediata para o problema. “A perspectiva é sombria: não temos droga similar no mercado nacional. Segundo informações informais da indústria farmacêutica, a produção do medicamento no país levaria em torno de dois anos”, completou a médica.

Ministério da Saúde esclarece sobre troca de laboratório de remédio para Leucemia

A pergunta que muitos devem estar fazendo agora é se a China tem competência para desenvolver pesquisas sobre L-asparaginase

O que pouca gente sabe, e a Globo não tem o interesse comercial de mostrar a verdade aos seus telespectadores, é que quase todos os estudos sobre a L-asparaginase têm pesquisadores chineses envolvidos nas pesquisas. Portanto os chineses são autoridades neste assunto. Conforme se pode ver nas imagens abaixo:

Bibliografia:

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/04/farmaceutica-levanta-novas-duvidas-sobre-remedio-para-cancer-infantil.html

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/informe-publicitario-tempo-de-saude/platb/

https://online.epocrates.com/drugs/479806/Elspar/Manufacturer-Pricing

https://www.smerp.com.br/anvisa/?ac=prodSimilar&anvisaId=106460127

http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/pdfs-das-noticias/Recomendacao%20ANVISA.pdf

http://www.sincofarmamg.org.br/noticias/situacao-do-medicamento-elspar,-produzido-pela-bago-farmaceutica

http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/marco/07/Nota%20Informativa%20Conjunta%2001-2017%20DAF-DAET.pdf

http://ucho.info/escandalo-envolvendo-a-compra-de-medicamento-contra-um-tipo-de-cancer-deve-chacoalhar-o-governo

http://u.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/27916-ministerio-da-saude-esclarece-sobre-troca-de-laboratorio-de-remedio-para-leucemia

http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/hon.765/full

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3734195/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22185211

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3957617/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25738356

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3 opiniões sobre “Sobre a L-asparaginase e o que a Globo nunca irá te contar

  1. Marden Carvalho, admita, você errou feio neste caso. Peça desculpas.

    A Globo, não pede desculpas, como já sabemos. Você é nobre. Está errando pela primeira vez. Dará o exemplo. Vejamos.

    Esse caso não tem nada haver com a fosfoetanolamina. Vamos dar o nome correto: Trata-se de “Crianças Cobaias” ou “Estupro no Sangue Infantil”. O autor da façanha é o DAF, Departamento de Assistência Farmaceutica do Ministério da Saúde, que segundo a reportagem, o titular do cargo, é medico bariatrico. É a maior pirataria com dinheiro publico da historia da humanidade.

    Enquanto a fosfo tem polemicas, a asparaginase autenticas e biológicas com estudos clínicos comprovados são fabricados em apenas 3 locais. No Japão, autor das pesquisas que em 1971, iniciou produção com Biotecnologia usando micro-organismos vivos na rota do medicamento de modo que a droga ao entrar no sangue estimulasse a produção ou a redução de substancias no próprio corpo. Neste caso, a asparagina no LLA tem produção exagerada resultando em câncer. O biotecnologia Japonesa criou um mecanismo em que o medicamento mata de fome a asparagina. Em resumo, o Japão criou a Asparaginase Biológica da Marca Leunase. Fez estudos clínicos e comprovou 97% de remissão total do câncer LLA nos 30 primeiros dias, em crianças.
    Seguiram os Japoneses, os Estados Unidos, com o Elspar e Alemanha com MEDAC.
    Todos, absolutamente todos, os 113 hospitais no mundo, especializados no tratamento de LLA, utilizam as asparginases autenticas fabricados em um desses 3 países citados. Os Estados Unidos, por exemplo, atualmente utilizam a marca ONCOSPAR, que custa 1.400 dolares o frasco.
    Os hospitais filantrópicos no mundo, recusam receber essas asparaginases chinesas em doação.

    Nesse contexto, entram os fabricantes chineses. Na chamada pirataria farmacêutica moderna. Ou na linguagem popular brasileira “os bicos doce” ou “empresas tabajaras” ou “Chupa Cabras”. Esse fabricantes não querem investir em pesquisas, estudos clínicos, estrutura fabril adequada, pagar cientistas, remunerar responsáveis técnicos farmacêuticos e nem querem pagar taxas em agencias sanitárias onde devem ser registrados os produtos farmacêuticos. Eles preferem investir em lobbistas piratas que convencem as autoridades, para que os seus medicamentos sejam introduzidos no sangue das crianças, sem estudos, sem registro, sem qualquer formalidade de garantia na ANVISA.

    A fumaça é lançada para enganar. Por exemplo, em todos os estudos chineses citados, para um leitor atento, descobrirá que a asparaginase utilizada nos pacientes chineses foi a Japonesa da Kyowa Hakko, ou seja, os próprios chineses não arriscam usar as asparaginases made in China em seus estudos. Um lembrete, até janeiro de 2017, a asparaginase que curavam as crianças brasileiras era essa fabricada no Japão Kywoa. Dai a polemica atual. A farmacêutica se recusou a alterar o tratamento em andamento feita pela Kywoa desde 2013. O diretor do DAF queria trocar para o medicamento pirata chinês e tentou forçar a farmacêutica a obedece-lo. E no serviço publico quem tem padrinho político forte manda mais. Ela pediu para sair, eis que é dever do profissional farmacêutico agir com perícia e prudência. Assim, como um medico não pode comentar erro medico, um farmacêutico não pode no exercício das suas funções cometer erros técnicos que influencie na segurança da vida das pessoas. Cada 2% de eficácia a menos no tratamento de câncer, doença fatal, significam 80 mortes que poderiam ser evitadas num universo de 4.000 crianças, quando essas já estão sendo tratadas com medicamento que oferta 97% de remissão. Sejamos humanos e prudentes, um tratamento com 97% de eficácia, somente poderia ser alterado por outro que tenha no mínimo 98% de resultado positivo.

    É desumano e covarde com as famílias desses 4.000 pacientes que a garantia da eficácia seja anunciada em cadeia nacional por uma farmacêutica residente em Caracas por internet “posso garantir a você ai do Brasil: o produto é bom, podem usar”.

    Alem do bico doce desses estrangeiros uruguaios e venezuelanos e chineses, tem algo que estarrece. é o verdadeiro estupro com o sangue dessas crianças. Todos sabem, que estudos clínicos são necessários para registrar o produto na ANVISA. Ocorre que o estudo clinico é feito antes do medicamento ir para o mercado. Em estudos clínicos são usados humanos que autorizam expressamente o desejo de participar dos estudos. Geralmente o que anima o voluntário a participar são as noticias positivas que o medicamento é mais eficaz que o anterior já conhecido. Ninguém participa de medicamento que tenha duvidas ou desconfianças. Esse medicamento chinês não tem estudos clínicos. É que nenhum profissional medico chinês se arrisca a expor os seus pacientes. Nem os pacientes chineses autorizam. E o mais grave, a industria chinesa não tem interesse de propor os estudos, porque sabem que devem demonstrar que o medicamento tem eficácia igual ou maior que o comparador que já tenha estudos clínicos aprovados. Ai vem as certeza que a industria chinesa já conhece: a asparaginase fabricada por eles não tem sequer eficácia igual a 97%. Se tivesse igual pelo menos, já teriam dominado o mercado mundial e quebrado a empresa japonesa, alemã ou USA. Bom, volta-se ao estupro. Então esses estrangeiros passam a contar com as artimanhas do poder politico e os seus medicamentos entram no sangue de cada doente a força, sem autorização expressa, participam de estudos clínicos sem saber que são cobaias, sem acompanhamento, constrangidos pelo “desabastecimento fabricado convenientemente pela autoridade”, para gerar uma emergencia falsa que dá poder exclusivo para a autoridade comprar sem licitação e escolher o fornecedor que quiser. Neste caso, o DAF escolheu um fornecedor sem qualificação para vender medicamento.

    Na internet no AVAAZ.ORG mais de 20.000 mil assinaturas pedem que esse Diretor do DAF saia do cargo imediatamente para que seja importada a asparginase que as crianças do primeiro mundo usam com estudos clínicos aprovados e que seja adquirido por representantes brasileiros que tenham estrutura e autorização da ANVISA para importar e garantir a qualidade com farmacêuticos brasileiros na responsabilidade técnica.

    Não a pirataria do DAF. Não ao estupro no sangue. Não ao erro técnico.

    Que a Xetley e Beijing tenham respeito com o Brasil, e protocolem imediatamente um pedido de registro da Leuginase na ANVISA. Afinal essa Xetley anunciou que mantém contato com o Ministério da Saude desde 2014. Que deixem de ser bicos doces. Não somos palhaços. Que ao invés de ficar importunando o Brasil que tal polemica, entrem com a papelada já para o registro do produto conforme RDC 55/2010 da ANVISA. Parem de se esconder atras do DAF. Paguem as taxas. Apresentem seus estudos clínicos. Temos, excelentes profissionais na ANVISA para analisar a fabrica na China e aspectos técnicos.

    • Carlos, peço desculpas pelo atraso na resposta deste seu comentário. Tive andando meio sem tempo e um pouco alheio a este meu blog.

      A sua história contada aqui é bem interessante e lhe daremos a oportunidade de nos trazer os links que corroborem com esta história que foi contada por você.

      E não vejo problema algum e me retratar caso tenha errado. Aliás, não é a primeira vez que erro. Claro que procuro não errar, mas quando isso acontece, é meu dever moral voltar atrás, pedir desculpas pelo erro e procurar me certificar de que não volte a acontecer ou de que eu erre o menos possível. Afinal de contas meu compromisso é exclusivamente com a verdade.

      Um grande abraço e aguardo os links para que eu possa checar todas as informações contadas por você e quem sabe criar um novo post com a sua ajuda.

  2. Agora entendi pq a Globo esta tão preocupada com esse assunto.. Ja tem uns 4 Domingos q o Fantástico fala disso, sempre menosprezando a asparaginase chinesa

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