Se já estava difícil conseguir a fosfoetanolamina por liminar, pode ser que agora fique difícil também de importar

No nosso artigo de ontem, comentamos que o projeto de lei que foi encaminhado para o Senado e que trata da fosfoetanolamina sintética, não seria muito interessante para os usuários que necessitam deste composto, que foi desenvolvido na Universidade de São Carlos, São Paulo, pela equipe do professor Gilberto Chierice.

O artigo de hoje é uma continuação do de ontem e queremos mostrar que o referido projeto de lei também não interessa muito para quem faz uso da fosfoetanolamina importada.

Hoje só é possível conseguir a fosfoetanolamina sintética, no Brasil, através de liminares que tardam meses. Isto quando elas não são suspensas. De acordo com depoimentos mais recentes, a maioria das liminares estão sendo suspensas, aumentando ainda mais o sofrimento dos pacientes oncológicos e de seus familiares.

Uma solução que alguns pacientes tiveram, para enfrentar a longa fila de espera das liminares, foi importar a fosfoetanolamina sintética, que no exterior recebe o nome EAP ou 2-AEP.

Só que com o novo projeto de lei (PLC 3/2016), importar pode ser que fique cada vez mais difícil. Até os dias de hoje, importar fosfoetanolamina não tem tido grandes problemas, por se tratar de um complemento nutricional. Só que com a aprovação da nova lei, pode ser que a ANVISA não libere mais a importanção deste composto, já que agora vai ter uma lei específica tratando deste assunto.

Vejamos o que diz a lei:

Ela diz que a produção, distribuição e a importação, só vai ser permitida agora, em caráter especial, enquanto os testes estiverm em andamento. Se passar nos testes, beleza, tudo uma maravilha, a produção, distribuição e a importação, deixa de ser em caráter especial e passa a ser definitiva, mas… quase sempre tem um mas…

Agora prestem muita atenção no parágrafo único:

Somente quem vai poder produzir, distribuir e importar a fosfoetanolamina serão os agentes regularmente autorizados e licenciados pela autoridade sanitária competente.

Como uma forma de precaução, para os que tiverem importando a fosfoetanolamina, então seria melhor aumentar o estoque, já que o seguro morreu de velho.

Pode ser que nada de diferente ocorra, que tudo continue transcorrendo na maior normalidade depois que esta nova lei for aprovada, mas em se tratando dos enormes lucros da indústria farmacêutica, é melhor ficarmos todos precavidos.

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2 opiniões sobre “Se já estava difícil conseguir a fosfoetanolamina por liminar, pode ser que agora fique difícil também de importar

  1. O artigo parte de uma premissa falha: a de que o Calcium EAP é Fosfoetanolamina sintética. Que se diga pela enésima vez: quem primeiro sintetizou a Fosfoetanolamina no mundo com um grau de pureza de 98% fomos nós, brasileiros, através do Dr Gilberto Chierice e sua equipe, aos quais o Nobel de Química se assemelha a um diploma de curso primário. O Calcium EAP contém a Fosfoetanolamina, mas não aquela sintetizada com a força, o vigor nem o grau de pureza da brasileira.
    O Dr Gilberto Chierice nas audiências públicas na Câmara dos Deputados menciona a Fosfoetanolamina vendida no exterior contida no Calcium EAP. O reitor de plantão da USP indicou para se usar essa Fosfoetanolamina “vendida livre e legalmente” no mercado (certamente se referindo a contida no Calcium AEP), só que o Dr Gilberto SARCASTICAMENTE recomendou que o próprio reitor “experimentasse” (http://youtu.be/jLX0_bT8Gh0 nos tempos 34 e 37m30s).
    O artigo deveria se firmar na tese de que a ANVISA não teria – e não tem – razão para não liberar a Fosfoetanolamina sintética porque já há produto vendido no exterior que contém a Fosfoetanolamina (Calcium AEP), e não no sentido de que deveríamos comprar esse AEP, pois não tem ele a mesma eficácia da Fosfoetanolamina sintética do grupo do Dr Gilberto.
    O único problema verdadeiro contigo no parágrafo único do Art 4, do PLC 3/2016 atualmente no Senado Federal, e que será oportunamente solucionado, não foi abordado no artigo.
    Nos serviços de inteligência, principalmente nos períodos de guerra, há as INFORMAÇÕES e as CONTRAINFORMACOES.
    Se devemos ter cuidado para estarmos bem informados, deveremos ter muito mais cuidado para não cairmos na CONTRAINFORMACAO.

    • Caro Samuel, a sua premissa é que parte de, não só uma mas de, várias falhas. Primeiro que o ca-AEP ou ca-2AEP é sim fosfoetanolamina sintética. Há vários documentos sobre isso tanto na literatura nacional quanto internacional. Outra coisa “Que se diga pela enésima vez”, o senhor pode ter dito algo a respeito em outros blogs ou outras plataformas, mas aqui não, portanto “que se diga pela primeira vez aqui neste blog”, seria o mais sensato de sua parte.

      “quem primeiro sintetizou a Fosfoetanolamina no mundo com um grau de pureza de 98%…” Eu também gostaria de acreditar que a nossa fosfoetanolamina seja a primeira com grau de pureza de 98%, algumas vezes já disse isso aqui, quero acreditar que assim seja de verdade, mas não tenho nada que me embase para afirmar com total convicção tal afirmativa. O senhor teria alguma prova documentada destes testes de 98% de pureza? Se tiver, me apresente para que eu possa divulgar aqui. Agora quem primeiro sintetizou a fosfoetanolamina no mundo foram os doutores Dr. Hans Alfred Nieper e Franz Kohler, da Alemanha. E quem descobriu a fosfoetanolamina como um componente vital da estrutura da membrana celular no corpo humano foi o austro-húngaro, Erwin Chargaff, em 1941.

      “O Calcium EAP contém a Fosfoetanolamina, mas não aquela sintetizada com a força, o vigor nem o grau de pureza da brasileira.” O senhor afirma isso baseando-se em dados concretos e reais onde foram comparados o calcium eap juntamente com a fosfo da USP? Ou o senhor afirma isso baseando-se na fé, na crença que o senhor quer que assim seja? Se for no primeiro caso, apresente então estes dados comparativos para que possamos divulgar.

      A fosfoetanolamina química vendida no exterior e que deve servir de base para se desenvolver o calcium-eap, assim como a fosfoetanolamina do Chierice, não deve ser tomada na forma química e sim nas formas sintetizadas, para que o organismo humano possa assimilá-la. Nisso o Chierice tem razão em ter dado a resposta “sarcástica”. Mas, a fosfoetanolamina vendida no exterior como complemento alimentar, pode sim ser consumida por humanos, inclusive existe bula sobre tal composto.

      “O artigo deveria se firmar na tese de que a ANVISA…” O senhor não acha que há uma certa petulância de sua parte em vir aqui em nosso espaço e querer ditar o que devemos ou não devemos escrever? Damos ao senhor total liberdade de poder discordar do que escrevemos, mas jamais daremos ao senhor o direito de ditar o que devemos ou não escrever. Sugiro ao senhor ler os nossos outros posts para saber o que já falamos ou deixamos de falar em relação à ANVISA.

      “O único problema verdadeiro contigo no parágrafo único do Art 4, do PLC 3/2016 atualmente no Senado Federal, e que será oportunamente solucionado, não foi abordado no artigo.” E qual seria este “único problema que será oportunamente solucionado” e do qual não abordamos aqui?

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