Médico oncologista que vai estudar o composto fosfoetanolamina é contra o investimento destinado para a pesquisa

Médico oncologista que vai estudar o composto fosfoetanolamina é contra o investimento destinado para a pesquisa

Recentemente o oncologista Carlos Gil Moreira Ferreira deu uma entrevista para a revista Época, que é da Globo. Iremos analisar esta entrevista e dar o nosso parecer sobre o que pensamos de tudo isso.

Veja o que temos logo no cabeçalho da matéria:

Por que será que um cientista, que coordena uma entidade que vai estudar um composto que possivelmente cura o câncer, diz que não investiria nem R$ 100 mil nesta pesquisa?

O que há por detrás de tudo isso? Ele como médico oncologista deveria ser o primeiro a estar animado com tal pesquisa, afinal de contas quantos e quantos de seus pacientes não acabaram morrendo em suas mãos, por causa desta doença terrível?

Diz ainda este oncologista que “o investimento de R$ 10 milhões do governo é resultado de pressão política, e não científica”.

Como pode um oncologista dizer uma coisa desta? Por acaso não sabe ele que os investimentos em pesquisas são muito caros? Normalmente na ordem de R$ 100 milhões? Então como é que ele quer que esta pesquisa saia adiante, se pelo seu gosto não seria investidos nem R$ 100 mil?

Outra pergunta: onde será que anda a sua imparcialidade?

Temos também um ponto importante: se o governo federal de Dilma Rousseff decidiu investir nas pesquisas, então quer dizer que é pressão política? Como sabemos, até hoje não houve interesse de nenhuma indústria farmacêutica (Big Pharma) em continuar com os testes clínicos. Ainda bem que este governo decidiu fazer isso, ainda que tardiamente.

Nesta reportagem da Globo temos o seguinte: “Não há qualquer comprovação científica, já que as pesquisas nunca passaram de alguns poucos estudos de fase muito iniciais.”

O que é uma inverdade. As fases pré-clínicas foram realizadas e os testes foram satisfatórios tanto em células quanto em animais.

Acho que a fosfoetanolamina não passará da fase pré-clínica”, diz o oncologista.

Já eu ACHO que o ACHISMO dele não vale de muita coisa. Um cientista não tem que achar nada, não tem que ter ideias já pré-formuladas sobre um assunto que ele desconhece.

Coordenei um programa do Ministério da saúde que se chama Rede FAC (Desenvolvimento e Inovação de Fármacos Anti Câncer). Era uma portaria ministerial de 2011 e o objetivo era identificar na academia brasileira potenciais moléculas que pudessem virar, um dia, um produto anticâncer. Investigamos vários desses produtos no Brasil e um deles foi a fosfoetanolamina.”

E onde estõo os resultados destas investigações? O que os resultados dizem sobre o composto fostoetanolamina? Porque a reportagem da Globo não solicitou tais documentos a fim de comprovar a veracidade do que está sendo dito?

Meu sonho como pesquisador é ajudar a desenvolver um medicamento anticâncer no Brasil, mas acho pouco provável que a gente consiga isso a partir da fosfoetanolamina.”

Mas por que o senhor acha pouco provável? O que o senhor teria a oferecer contra a fosfoetanolamina se ela nunca foi testada na fase clínica ainda? Achar pouco provável é o mesmo que achar muito provável, o senhor não acha isso também?

Penso que nunca devemos esquecer de um grande conselho do finado Brizola

Bibliografia
http://nfde.tk/828s

http://www.mcti.gov.br/noticia/-/asset_publisher/epbV0pr6eIS0/content/mcti-anuncia-plano-de-trabalho-para-as-pesquisas-sobre-a-fosfoetanolamina

http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3773/-1/ensaios-clinicos-o-processo-de-aprovacao-e-regulamentacao-dos-medicamentos.html

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4 opiniões sobre “Médico oncologista que vai estudar o composto fosfoetanolamina é contra o investimento destinado para a pesquisa

  1. Os interesses contrários são motivados por $$$. É a quase totalidade da sociedade/pacientes sendo lesadas em detrimento de poucos. Absurdo. Isto deveria ser caso de policia, alias deveria não, é!!

    Esse medico não tem isenção para participar desta pesquisa.Vergonha.

    Vejam ai o que interessa os grandes laboratórios farmacêuticos.

    O médico britânico e Prémio Nobel, Richard J. Roberts, acusou as grandes empresas farmacêuticas de colocar em primeiro lugar os benefícios econômicos do que a saúde das pessoas, impedindo o progresso científico na cura de doenças porque curar não é rentável.

    “Os medicamentos que curam não são rentáveis, e portanto, não são desenvolvidos pela indústria farmacêutica, que desenvolvem drogas para tratamentos crônicos que são consumidos de forma persistente“,
    Fonte:
    Fhttp://prisaoplanetaria.com/2014/02/17/nobel-de-medicina-a-cura-de-doencas-nao-e-lucrativa-para-a-industria-farmaceutica/onte

    O premio Nobel de Química 2009, o americano Thomas Steitz, denunciou nesta sexta-feira o fato de que os laboratórios farmacêuticos não pesquisam antibióticos efetivos e acrescentou que “não querem que o povo se cure”
    “Preferem centrar o negócio em remédios que deverão ser tomados durante toda a vida”, afirmou Steitz, que opina que “muitas das grandes farmacêuticas fecharam suas pesquisas sobre antibióticos porque estes curam as pessoas.
    Fonte:
    http://noticias.terra.com.br/…/industria-farmaceutica-nao-q…

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