Historiadora da Irlanda revela a verdade por trás da morte de cerca de 800 crianças enterradas em vala comum numa casa de acolhida da Igreja Católica

Os corpos de cerca de 800 bebês parecem ter sido enterrados em um tanque de concreto ao lado de uma antiga casa para mães solteiras.

Acredita-se que os bebês mortos podem ter sido enterrados secretamente ao lado de uma casa para mães solteiras e seus filhos no condado de Galway, na Irlanda, durante um período de 36 anos.

Suspeita-se que 796 crianças foram enterrados em terreno não consagrado, sem lápides ou caixões, ao lado da casa dirigida pelas freiras Bon Secours (Bom Socorro), em Tuam, entre 1925 e 1961.

Relatórios recém-descobertos revelam que sofreram desnutrição e negligência, o que causou a morte de muitos, enquanto outros morreram de sarampo, convulsões, tuberculose, gastroenterite e pneumonia.

Os bebês eram geralmente enterrados com um simples manto, sem um caixão, em um terreno que continha um tanque de água que era ligado a uma casa de abrigo que precedia a casa para as mães solteiras e seus filhos

Nenhum memorial foi erguido para as crianças mortas e o túmulo foi deixado sem marcação.

O local está agora cercado por um conjunto habitacional. Mas um relatório sobre pessoas desaparecidas foi apresentado à polícia irlandesa, Gardai, o que pode significar que o local onde os corpos foram enterrados deverá ser escavado.

Um familiar de um menino que morava lá, William Joseph Dolan, fez uma queixa formal à Gardaí depois que ela não conseguiu encontrar a certidão de óbito do garoto, apesar de existir registros naquela casa confirmando que ele tinha morrido.

Uma fonte próxima às investigações disse: “Ninguém sabe o número total de bebês na sepultura. Existem 796 registros de morte, mas eles são apenas os que conhecemos. Deus sabe quem mais está na sepultura. Isso foi há anos e ninguém sabe a extensão ou o número total de corpos lá embaixo.”

A existência do túmulo foi descoberto por uma historiadora daquela localidade, Catherine Corless, que compilou os registros de 796 bebês que morreram na A Casa (assim era como era conhecido o local das freiras). Ela criou um grupo chamado Cemitério das Crianças da Casa, para erguer um memorial.

Ela disse: “As pessoas que tinham relações [com as crianças] são os mais interessadas. Elas ficaram encantadas por saber que algo está sendo feito.”

Devido aos esforços de Catherine Corless agora sabemos os nomes e destino dado as 796 crianças esquecidas e que morreram lá, graças a sua descoberta dos registros de morte, quando fez a pesquisa da história da “A Casa”.

“Primeiro entrei em contato com as irmãs do Bon Secours em sua sede em Cork (segunda maior cidade da Irlanda) e eles responderam que não tinha mais arquivos ou informações sobre A Casa, porque eles tinham deixado [a cidade de] Tuam em 1961 e tinha entregado todos os seus registros para o Western Health Board (Conselho de Saúde).”

Destemida, Corless virou-se para o Western Health Board, onde lhe disse que não havia informações gerais sobre o funcionamento diário do local.

“Eventualmente eu tive a ideia de entrar em contato com o escritório de registro em Galway. Lembrei-me de uma lei que foi promulgada em 1932 que era para registrar todas as mortes no país. Meu contato disse para que eu desse a ela algumas semanas para que ela pudesse me fornecer as informações.”

“Uma semana depois, ela virou-se para mim e me perguntou: Você realmente quer todas estas mortes? Eu disse que sim. Ela me disse que eu seria cobrada por cada registro. Então ela me perguntou se eu percebia a enorme quantidade do número de mortes daquele lugar.”

A secretária voltou com uma lista de 796 crianças. “Eu não podia acreditar. Fiquei estupefata e profundamente chateada”, disse Corless. “Lá no local, eu disse que aquilo não está certo. Não há nada lá no chão para marcar a sepultura, não há nada para dizer que é um enorme cemitério de crianças. O local está abandonado desde que foi fechado em 1961.”

“Eu culpo a Igreja Católica”, diz Corless. “Eu culpo as famílias também, mas as pessoas tinham medo do pároco. Eu acho que eles sofreram lavagem cerebral. Acredito que a lição deve ser a de não esconder as coisas. Mas encarar a realidade.

“Meu medo é que se as coisas não forem enfrentadas agora será muito fácil cometermos novamente esse tipo de encobrimento. Eu quero que a verdade venha à tona. Se você dá às pessoas poder demais, isso é perigoso.”

Viver e morrer em uma cultura de vergonha e silêncio ao longo de décadas, como é a própria existência desta Casa, considero uma afronta à Irlanda e a Deus.

Para doar para o memorial que vai ser construído para as mães e os bebês da A Casa, entre em contato com Catherine Corless em catherinecorless@hotmail.com

Fontes:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2645870/Mass-grave-contains-bodies-800-babies-site-Irish-home-unmarried-mothers.html

http://www.irishcentral.com/opinion/cahirodoherty/Galway-historian-reveals-truth-behind-800-orphans-in-mass-grave.html

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