Pessoas com deficiência mandam recado para humorista através de vídeo

Ilustração: Pragmatismo Político

Uma polêmica está no ar. De um lado temos uma parte da população que não aceita o “politicamente correto”, principalmente quando se trata de humoristas ao fazerem suas piadas. Do outro lado, estão aqueles que acham que tudo tem limites, até na hora de fazer uma piada.

A polêmica recente envolve a entidade Apae e o humorista Rafinha Bastos. A Apae pediu que o humorista deixasse de fazer duas brincadeiras que constam do DVD “A Arte do Insulto”. A primeira, que cita expressamente a Apae, é a seguinte: “Um tempo atrás eu usei um preservativo com efeito retardante… efeito retardante… retardou… retardou… retardou… tive que internar meu pinto na APAE… tá completamente retardado hoje em dia… eu tiro ele pra fora e ele (grunhidos ininteligíveis)”.

A segunda, que atinge os direitos tutelados pela Constituição, de acordo com a petição da Apae, envolve o posicionamento do humorista em relação à fila preferencial. “As pessoas na cadeira de rodas… ah, fila preferencial! Haha adivinha amigo, você é o único que tá sentado. Espera quieto! Cala essa boca!”.

De acordo com o entendimento do juiz Tom Alexandre Brandão, da 2ª Vara Cível de São Paulo, que absolveu o humorista, “uma piada não deve ser interpretada de forma literal, pois é preciso levar em conta que o humor utiliza o exagero e o absurdo para provocar o riso. Assim, um humorista que faça piada sobre pessoas com deficiência não pode ser visto como alguém que deseja o mal a tais pessoas, até porque quem faz piadas sobre portugueses ou loiras também não deseja mal a eles.”

Para o juiz, seria impensável que um personagem como o Mussum, de Os Trapalhões, existisse atualmente, já que a figura fazia referência preconceituosa aos negros.

Minha opinião.

Como tudo evolui e nada fica estagnado, as transformações que vêm ocorrendo nas pessoas, fazem com que elas encarem, inclusive, a piada, hoje em dia, de uma forma diferente de tempos atrás. No passado já toleramos a queima de pessoas vivas nas estacas, assim como a escravidão de negros e índios. Hoje, tais práticas, estão sendo cada vez menos toleradas. Apesar de que ainda há pessoas sendo queimadas vivas em nossos dias e a escravidão a continuar sob várias formas, algumas ostensivas e outras veladas.

Também fui um fã dos Trapalhões, mas entendo que hoje seria difícil para o Mussum fazer piada de negros. O nosso entendimento e sentimento em relação aos negros veio mudando, também, de lá para cá. Assim como veio mudando em relação às outras minorias. Por exemplo, fazer brincadeiras com jogadores negros dos times rivais, está sendo cada vez mais difícil de suportar.

E agora deixo o recente vídeo desta polêmica e que pelo visto ainda vai dar muito o que falar.

Conjur #falapramimrafinhabastos

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