A intolerância gera mais intolerância

Reparem nessa mensagem que foi publicada na página Brasil Contra Igreja Universal

O que mais vejo ainda hoje, através da internet, é a intolerância em nome de Jesus. Mas a culpa não foi ou não é de Jesus. Aqui na Europa, quase não presenciamos este tipo de comportamento, que infelizmente ainda é bem comum no Brasil. Eu por exemplo sou um tipo de cristão muito raro, pois sou cristão não religioso. Sou um cristão racionalista, ou melhor, sou um racionalista cristão. Os cristãos religiosos acham que eu devo ter uma religião, se não eu não irei ser salvo. E quando digo que acredito em reencarnação? Ai a coisa complica ainda mais. Mas para os meus amigos que me conhecem pessoalmente, a coisa melhora um pouco, pois eles sabem que mesmo não tendo uma religião e acreditando na reencarnação, procuro dar os bons exemplos que todo cristão deveria pautar, como amar o próximo e concorrer para a união dos povos, por exemplo.

Mas nós brasileiros temos que admitir que temos o costume de cristianizar tudo à nossa maneira. E isso vem de longe. Foi uma cultura imposta a nós. Até hoje queremos cristianizar nossos índios. E vamos querer cristianizar também qualquer um que pense diferente de nós, principalmente aqueles que vêm de matrizes africanas. Mas como nos foi imposta essas regras, apenas a seguimos sem querer ou sem poder raciocinar sobre elas. Também nos foi ensinado que não devemos discutir religião, mas apenas seguir e pregar. Portanto, a culpa total não é nossa. Nem é de de Jesus. Este, quando crucificado pelo seu próprio povo, pediu ao Pai que perdoasse sua gente, porque Ele sabia que aquele povo não sabia o que estava fazendo. E creio que aprendemos pouco de lá para cá. E se Jesus, aqui estivesse novamente no nosso meio, com outra cara, outra roupa, outra linguagem, com certeza O “crucificaríamos” novamente.

Se ainda persistir perseguição religiosa, se ainda persistir esse sentimento de que “eu vou ser salvo” e aquele que pensar diferente de mim, “vai queimar nas profundezas do inferno”, isso apenas demonstrará que as religiões cristãs ainda estão no bê-á-bá dos ensinamentos daquele que eles chamam de Mestre. O dia em que os próprios fiéis passarem a refletir sobre seus comportamentos, esforçando-se para ter um comportamento mais escorreito e começarem a exigir também uma postura mais correta de seus líderes, aí sim começaremos ver a mudança dentro desse cenário triste, cheio de preconceito e discriminação contra aqueles que processam uma fé diferente da nossa. Se quisermos ser respeitados, temos que dar o exemplo primeiro. Assim como se quisermos sermos amados, temos que amar primeiro. E pergunto: porque amamos a nossa mãe? Não foi porque ela nos deu seu amor primeiro? Se alguma religião, doutrina, igreja, padre, pastor, site ou página do Facebook, te ensinar o ódio no lugar do amor, tomem muito cuidado. Porque pode ser que esta mensagem seja diferente daquela que Jesus veio nos passar, que foi: Amar o Próximo!

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