Seria possível aprender 3 novos idiomas durante o sono?

 

Um caso raro de mediunidade que pode deixar intrigado qualquer pesquisador da linguagem.

Este texto aborda uma experiência rara (talvez única) sobre o processo de aquisição de uma segunda, terceira e quarta língua durante o sono, através de sonhos[1,2]. O autor procurou direcionar seus estudos sob uma ótica diferente, já que se trata de um processo diferente de aquisição de linguagem. Como se considera um espiritualista científico (estudante do Racionalismo Cristão[3]), encontrou boas explicações para esse fenômeno no campo do espiritualismo.

Mas primeiramente se faz necessário esclarecer o que seja a mediunidade, desmistificando alguns pontos. De acordo com o livro Espiritualismo Científico – A Vida fora da Matéria, 1ª Edição Capitulo XVII, página 159, que fala sobre A MEDIUNIDADE, temos o seguinte texto: “Umas das faculdades do espirito humano que mais reclamam atencioso e demorado estudo é a mediúnica, da qual lamentavelmente se tem muito pouco ocupado as organizações cientificas. É esta, sem dúvida, uma lacuna que terá de ser preenchida com o progressivo desenvolvimento espiritual dos seres.

Ficando claro de acordo com o autor do livro, que pouco ainda se tem estudado sobre essa faculdade do espírito. A seguir podemos extrair do mesmo livro: “A mediunidade, que se manifesta de múltiplas maneiras – de acordo com o grau de evolução de uma ou mais de suas modalidades – é faculdade inata no espírito de todos os seres encarnados que dispõem, pelo menos, da intuitiva, a qual varia, ainda assim, de indivíduo para indivíduo, de conformidade com o desenvolvimento que vai obtendo, de encarnação em encarnação.

Portanto, mediunidade não é dom no sentido de ser um privilégio para alguns e nem tampouco uma doença ou castigo divino. Estudos (espiritualistas) nessa área mostram que ela está desenvolvida mais na infância e que vai se tornando menos visível a partir dos 7 anos de idade. Porém certos indivíduos conservam suas faculdades mediúnicas por mais tempo e outras faculdades podem se tornar mais notórias na fase adulta.

E este foi justamente o caso de Edvalson Bispo dos Santos[4], conhecido mais como “Galinha Tonta” que, desde seus 7 anos de idade, passou a receber “visitas” em seus sonhos, de garotos de outras três nacionalidades diferentes (Japão, Alemanha e Inglaterra) da qual ele começou a ter uma relação de amizade, já que tais sonhos perduraram por cerca de 15 anos.

Como podemos observar no vídeo (o link também se encontra no final deste texto), quando as crianças se aproximaram dele, ao se apresentarem cada uma em seu idioma, o menino Galinha Tonta entendia em sua língua falada, que é o português, como se tivesse “um transmissor que traduzia em seu cérebro”[1], essas foram as suas próprias palavras. E ele foi capaz não só de entender a linguagem oral como também a linguagem escrita. Dificultando assim o raciocínio para qualquer estudioso do processo de criação e desenvolvimento da linguagem, que leve em consideração apenas o cérebro, descartando outros fatores externos.

Qualquer estudioso das teorias de aprendizagem da linguagem sabe que é praticamente impossível, de acordo com seus estudos, aprender um novo idioma sem ter contato com a língua[5,6]. Qualquer estudioso da psicologia infantil também sabe disso. Então como explicar o fenômeno que ocorreu com Galinha Tonta? Como explicar o aprendizado de línguas como Japonês, Alemão e Inglês, sem livros, sem professores, sem coleguinhas nativos nestes idiomas?

Sabe-se que o Galinha Tonta aprendeu a escrever primeiro nas 3 línguas novas, antes mesmo de ir para escola para aprender o português. Então como isso seria possível? Será que poderemos encontrar alguma resposta nos estudos de Piaget ou Vygotsky, ou nos estudos do comportamento humano como o “behaviorismo” ou nos trabalhos de Chomski [7,8,9,10]?. Ou quem sabe analisando este caso raro de aprendizagem, outras questões não poderão ser levantadas e outras teorias não poderão ser formuladas? Como bem quis sugerir o autor do livro Espiritualismo Científico onde sabiamente disse: “uma lacuna que terá de ser preenchida com o progressivo desenvolvimento espiritual dos seres”.

O fato é que Galinha Tonta aprendeu novos idiomas fora de um ambiente tido como propício para isso, o único ambiente que ele encontrou foi o encontrado em seus sonhos. Poderia então, durante o sono existir um ambiente propício para o aprendizado, como foi neste caso? Amiguinhos imaginários poderia ensinar uma criança de 7 anos aprender Kanji[11], esta forma de escrita completamente diferente das línguas românicas[12], da qual o idioma português é derivado? O próprio autor deste artigo, que residiu no Japão por cerca de 2 anos, sabe muito bem das dificuldades de aprender o Kanji mesmo morando e convivendo com os praticantes desta escrita.

“O pensamento é vibração do espírito, manifestação de Inteligência, poder espiritual” – Racionalismo Cristão – Capítulo VIII [13]

De acordo com a ciência espiritualista explanada pelo Racionalismo Cristão, podemos concluir que pode haver aprendizado por telepatia [14] – através do pensamento, que é a comunicação do espírito – e a mediunidade, no tocante à comunicação com espíritos, ocorre não só por processos telepáticos, como também auditivos, visuais, olfativos, etc. Portanto, sendo o pensamento a linguagem universal do espirito[15], foi fácil para Galinha Tonta, entender e compreender o que lhe era transmitido, ainda que em 3 idiomas distintos e em simultâneo. E que durante o período de 15 anos ele foi desenvolvendo essas habilidades tantos na escrita, quanto na fala.

Portanto, nada há de misterioso ou místico nesta forma de aprendizagem. O que ainda falta é um sério interesse e compromisso, por parte da ciência convencional, em estudar os fenômenos que se realizam fora da matéria.

Referências:

1 – Reportagem do Fantástico (http://youtu.be/z_KQoLOqsXs)

2 – Entrevista (http://youtu.be/BmG4BwcThkE)

3 – Racionalismo Cristão (http://racionalismocristao.org/)

4 – Site Galinha Tonta (http://www.galinhatonta.com.br/)

5 – Aprendizagem (http://pt.wikipedia.org/wiki/Aprendizagem)

6 – Aquisição de Segunda Língua (http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquisi%C3%A7%C3%A3o_de_segunda_l%C3%ADngua )

7 – Jean Piaget (http://pt.wikipedia.org/wiki/Piaget)

8 – Lev Vygotsky (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky)

9 – Behaviorismo (http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo)

10 – Noam Chomsky (http://pt.wikipedia.org/wiki/Noam_Chomsky)

11 – Kanji (http://pt.wikipedia.org/wiki/Kanji)

12 – Línguas Românicas (http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_rom%C3%A2nicas)

13 – Extraído do texto A Força do Pensamento (http://www.racionalismo-cristao.org.br/gazeta/diversos/a-forca-do-pensamento.html)

14 – Texto da medica Glaci Ribeiro da Silva (http://www.racionalismo-cristao.org.br/gazeta/artigos/decsegre.html)

15 – Pensamento, Linguagem Universal (http://www.arazao.net/pensamento-linguagem-universal.html)

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