Século XXI

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Século XXI. Mundo globalizado. Era da informação. Este será um século de muitas mudanças. Na verdade o mundo vem mudando século após século, mas o que fará deste século diferente dos anteriores, será a sua capacidade de conhecer os dados primários, processá-los e convertê-los em dados úteis, em informação, instantaneamente. Ficou um pouco confuso? Pois bem tentarei exemplificar, para dar um maior entendimento sobre essa ideia.

Muitos hão de concordar, que hoje fazemos coisas melhores do que faziam nossos antepassados nos séculos passados. Desde agricultura à produção industrial em larga escala. Também hão de concordar, que a nossa performance atual estará muito aquém daqueles que irão nos substituir nas próximas gerações. Chamamos isso de evolução, ao qual todos estamos sujeitos. Mas este século, será caracterizado como a luta global para salvar o planeta e todos os seres que neles habitam. Até aqui parece que não há nada de novo, mas se olharmos atentamente perceberemos que temos um maior número de dados e um vasto acervo histórico em nosso favor.

Então vamos trazer essa ideia para o campo prático da vida. Com as informações que dispomos hoje, sabemos que levamos uma vida insustentável e que algo terá que ser feito o quanto antes, para evitarmos uma catástrofe global. Vou tomar como exemplo dois tipos de indústrias para tornar essa ideia mais realista. Pegaremos então a indústria da aviação e automobilística, que são fontes geradoras de poluição. Os governos democráticos de países industrializados estão sofrendo cada vez mais, uma maior pressão para conter índices de poluição. Como as indústrias não querem ceder e a população para mudar seus hábitos de consumo de forma voluntária, levará muitos anos e tempo de sobra é o que não temos, a solução será criar mecanismos que possam taxar, através de impostos, essas companhias. Que consequentemente irá repassar seus preços aos consumidores. E sabemos que há muitos governos que adoram criar mais impostos.

Se as companhias vão ser taxadas com mais impostos, elas irão repassar esse valor para seus clientes, não resta a menor dúvida. Como não deixaremos de voar e nem de comprar carros, a solução será cobrar dessas industrias mais competência ambiental de nossa parte, para que haja uma redução desses impostos. Forçando estas indústrias a usarem, cada vez mais, combustível menos poluente e de fontes renováveis. Por outro lado, penso que teremos uma espécie de “conta carbono” talvez atrelada ao nosso C.P.F. e/ou conta bancária, onde para cada consumidor será registrado seu consumo e impacto gerado em termos de CO2 emitidos na atmosfera do planeta.

E isso é bom ou ruim? Acredito que será algo muito bom para todos, como disse no começo, as gerações futuras estarão fazendo melhor a lição de casa, do que nós fazemos hoje. Seus hábitos de consumo serão melhor do que os nossos. Para cada consumo ou ausência deste, ficará registrado em sua conta carbono. Por exemplo, cada vez que formos abastecer nosso carro com gasolina, será debitado créditos de nossa conta carbono, na proporção de nosso consumo. Tomemos por exemplo um empregado que optou se deslocar para seu local de trabalho, à pé, de bicicleta ou usando transportes públicos. Ele estará acumulando créditos de carbono, que poderão ser usados na isenção dos impostos das companhias aéreas, podendo até pagar sua passagem com seus créditos acumulados, como fazemos hoje com nossas milhas de voo. Já o que optou por usar o carro para ir trabalhar, terá menos crédito e uma conta maior para pagar.

Agora imaginemos isso de uma forma global e mais detalhada, quanto benefício não irá trazer para todos? Muitos já são os consumidores que tem uma visão ecológica e global. E quantos não passarão a adotar as mesmas medidas, devido aos benefícios de ter uma conta carbono com muitos créditos? Comprar um produto que cause menos impacto ambiental, será uma tendência de agora em diante. Muitas companhias já se deram conta disso e estão fazendo um grande esforço para trabalhar junto à órgãos que dão certificados que quantificam as emissão de gases estufa, com é o caso da Carbon Trust. São empresas comprometidas com o meio ambiente e querem passar para seus consumidores, os verdadeiros valores das emissões de CO2, durante todo o ciclo de vida de seus produtos. Como podem ver no site da Carbon Label algumas das empresas que estão trabalhando junto a Carbon Trust e que tem em seus produtos uma etiqueta mostrando a quantidade de CO2 que estes produtos emitem.

Imagem retirada do site http://www.rff.org

Com essas informações, nós consumidores teremos o poder de escolher, se compramos um produto que causa maior impacto ambiental ou se compramos um produtos mais ecológico e sustentável. Talvez as universidades do futuro criem cotas ou utilizem outros métodos de ingresso em suas universidades, baseando-se em créditos de carbono. É uma nova era da informação que se aproxima. Com consumidores bem informados, com consciência global, procurando comprar seus produtos em empresas comprometidas com o meio ambiente e o bem estar de seus consumidores. Serão eleitores que exigirão melhores medidas de seus governos. Haverá países com maior ou menor crédito de carbono, que estará interligado ao consumo individual, de cada um. Esse será o novo cenário que aguardam nossos filhos e netos.

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